Dúvidas Frequentes (FAQ)

Preservação de Madeiras é a adoção de técnicas que têm por objetivo estender ao máximo a vida útil da madeira em uso.
Segundo a ABPM, Associação Brasileira dos Preservadores de Madeira, a madeira em uso pode estar sujeita ao ataque de vários agentes deteriorantes destacando-se os agentes químicos físicos e biológicos. De maior importância econômica estão os agentes físicos e biológicos.
Agentes físicos: representado principalmente pela ação combinada dos raios ultravioletas (UV) e a umidade, causando deterioração superficial da madeira, conhecida por intemperismo. A madeira atacada torna-se rugosa com micro-fissuras e levantamento da grã. A superfície torna-se acinzentada comprometendo o seu aspecto e facilitando a instalação de fungos deteriorantes. Agentes biológicos: são os mais importantes em termos econômicos. Existem os grupos dos fungos, insetos e perfuradores marinhos. 
a. Fungos: no grupo dos fungos existem os superficiais causadores de bolores e manchas e o grupo dos fungos deteriorantes. Os fungos causadores de bolores e manchas não afetam a estrutura celular das madeiras. Alimentam-se de substâncias depositadas no lúmen das células e, no caso dos manchadores, causam danos irreversíveis (mancha azul ou blue-stain). No grupo dos fungos deteriorantes já ocorre a deterioração das paredes celulares. Existem os fungos de podridão mole, parda e branca, cada qual apresentando características peculiares quanto ao aspecto e modo de ação.
b. Insetos: vários grupos de insetos utilizam a madeira como fonte de alimento. Os principais deles são: as brocas (Coleóptera) e os cupins (Isoptera). As brocas são insetos não sociais apresentando em geral a fase larval e adulta. É durante a fase larval que se alimenta da madeira podendo causar grandes prejuízos. São cinco principais grupos de famílias que apresentam gêneros e espécies que podem atacar madeiras: Cerambycidae, Scolytidae / Platypodidae, Bostrychidae/ Lyctidae e Anobiidae. O ataque desse tipo de inseto é dependente do tipo de madeira e do teor de umidade das mesmas. Os cupins são insetos sociais que, em termos práticos, podem ser divididos em 2 grupos: cupins-de-madeira-seca e cupins subterrâneos. Os primeiros formam suas colônias, com alguns milhares de indivíduos, dentro de peças de madeira susceptíveis a esse tipo de ataque. Vivem exclusivamente dentro da madeira e vão cavando galerias. São organizados em castas representadas pelos reprodutores, operários e soldados. Já os cupins subterrâneos desenvolvem suas colônias sob o solo e até mesmo sob árvores, paredes, estruturas de telhado, etc, sempre dependentes do solo. Uma colônia pode apresentar milhões de indivíduos divididos em castas (reprodutores, soldados e alados) e os prejuízos causados são enormes. Ambos os grupos apresentam indivíduos alados (com asas) que são reprodutores que em determinada época do ano são liberados das colônias para formarem casais e desenvolverem novas colônias. São conhecidos popularmente como “siriris” ou “aleluias” que se concentram em pontos de luz em geral na primavera, no início de noites quentes após chuvas. 
c. Perfuradores marinhos: os perfuradores marinhos causam muitos prejuízos a embarcações e estruturas construídas em madeira na faixa costeira. Existem crustáceos e moluscos que causam prejuízos significativos. Dentre os crustáceos destacam-se os gêneros Limnoria e Sphaeroma. Dentre os moluscos, inquestionavelmente, as famílias Pholadinae e Teredinidae são as mais significativas. Teredinideos são os mais importantes economicamente entre todas as famílias de moluscos. Várias espécies são cosmopolitas causando grandes prejuízos a embarcações e construções em ambiente marinho.
A madeira pode ser tratada através de processos não industriais e industriais. Processos não industriais: todo o processo que não envolve a utilização de equipamentos industriais, como moto bombas, vasos de pressão, etc para fazer com que o produto preservativo seja introduzido na madeira. Como exemplo, imersão simples, pulverização, injeção, aditivação de preservativos à cola de painéis, aplicação de pastas e bastonetes difusíveis, entre outros. Processos industriais: são realizados nas chamadas Usinas de Preservação de Madeira (UPM's) que são unidades industriais dotadas de autoclaves, bombas de vácuo e de pressão, podendo ter fontes de calor, dependendo do tipo de produto utilizado, com sistemas de controle, vagonetas, tanques, áreas de proteção ambiental, pátios de secagem e preparação, e estruturas de movimentação de cargas.
Madeiras tratadas com produtos de natureza hidrossolúvel, CCA, podem receber qualquer tipo de acabamento. O ideal são os acabamentos tipo stain que oferecem proteção aos raios ultravioletas, são hidrorepelentes e penetrantes. Além disso, o desempenho destes produtos comprovadamente apresenta maior durabilidade quando aplicados em madeiras com tratamentos cuja composição apresenta o elemento cromo.
Sim. Uma vez atendidos os requisitos da Norma Técnica específica para cada tipo de uso, a madeira tratada deverá apresentar durabilidade pelo menos cinco vezes superior a não tratada.
Em geral os tratamentos usuais não alteram as características originais da madeira quanto a sua resistência físico / mecânica.
Não, ao contrário: é madeira cultivada em reflorestamentos, isto é, de curto ciclo de crescimento;
Produtos de madeira preservada duram mais, reduzindo drasticamente a pressão da demanda sobre florestas nativas;
O preservativo Osmose K33 C , por ser oxido, tem uma melhor fixação na madeira em relação aos produtos salinos, portanto mais seguro ao meio ambiente;
Produtos de madeira preservada são mais confiáveis e duráveis que produtos alternativos que consomem muito mais energia no seu processo produtivo.
A madeira tratada a pressão com Osmose K33 C – Óxido não exala odores ou vapores. E por ser formulado somente com compostos óxidos, com alto grau de pureza, reage e fixa-se à estrutura celular da madeira, formando compostos praticamente insolúveis. Além disso, não deixa resíduos superficiais na madeira, mantém inalterada a sua condutividade elétrica e a combustibilidade e não aumenta a corrosividade dos metais quando em contato com a mesma.
A madeira tratada a pressão não deve ser utilizada:
Em situações em que a madeira possa contaminar ou tornar-se componente de alimento humano ou animal, como: recipientes ou silos, tábuas de bater carne, pilões para tempero ou grãos e demais situações semelhantes, assim como em partes de colméias que possam vir a ter contato com o mel;
Em situações em que a madeira possa vir a ter contato direto ou indireto com a água potável pública, exceção a casos de contatos incidentais, como pontes e docas e, neste caso recomendamos o contato com o departamento técnico da Montana Química.
Dentre inúmeras espécies de eucalipto, a Citriodora – Eucalipto Tratado hoje comercializa a espécie Cloeziana.

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